Criado por Lucas Luís em quarta, 22 janeiro 2025
Neve, gelo e vento forte: como preparar o carro para a Depressão Ingrid
A chegada da Depressão Ingrid a Portugal Continental está a trazer um cenário pouco comum no nosso país: neve a cotas relativamente baixas, temperaturas negativas em altitude, vento forte e agitação marítima significativa. Para além do impacto no quotidiano, estas condições meteorológicas exigem atenção redobrada por parte de quem depende do automóvel para se deslocar, seja em contexto pessoal ou profissional.
Segundo previsões meteorológicas recentes, a combinação de frio intenso e precipitação poderá provocar acumulações de neve acima dos 600 a 800 metros, com formação de gelo em várias regiões do Norte e Centro do país. Em alguns distritos, foram mesmo emitidos avisos laranja e vermelho, refletindo o potencial de perturbações graves na circulação rodoviária e em atividades económicas dependentes da mobilidade.

Neve
Quando surgem fenómenos como neve e gelo, a aderência do veículo ao piso reduz-se drasticamente. Travagens tornam-se menos eficazes, a distância de segurança deve aumentar e qualquer manobra brusca pode resultar numa derrapagem. Nestes contextos, a preparação do automóvel deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser um fator crítico de segurança.
Os pneus assumem aqui um papel central. Pneus em mau estado ou demasiado gastos perdem eficácia muito rapidamente em pisos frios ou escorregadios. Em zonas mais elevadas, o uso de correntes de neve pode ser obrigatório sempre que exista sinalização nesse sentido, sendo também uma solução eficaz para melhorar a tração em estradas cobertas por neve ou gelo.
Equipamento essencial no carro
Em períodos de frio extremo, pequenas precauções fazem uma grande diferença. Antes de se fazer à estrada, é aconselhável verificar o estado da bateria, uma vez que as baixas temperaturas afetam o seu desempenho. O líquido do limpa-para-brisas deve conter anticongelante e os limpa-vidros devem estar em boas condições.
Ter no carro um raspador de gelo, uma escova para neve e, se possível, um spray de degelo pode evitar atrasos e situações desconfortáveis. Para quem circula regularmente em zonas de serra, transportar correntes de neve adequadas às dimensões dos pneus é uma medida prudente.
Atenção especial aos veículos elétricos e automáticos
O inverno rigoroso também tem impacto nos veículos elétricos e híbridos plug-in. As baixas temperaturas podem reduzir a autonomia da bateria, sobretudo em percursos curtos ou com utilização intensiva do aquecimento. Planeamento de trajetos e carregamentos torna-se, por isso, ainda mais importante nestes dias.
Nos veículos automáticos, muitos modelos dispõem de modo neve, pensado precisamente para reduzir a derrapagem e facilitar a condução em pisos escorregadios. A sua utilização pode fazer a diferença em subidas, descidas ou arranques em estrada gelada.
Fontes: LusoMeteo, RTP Notícias, Instituto Português do Mar e da Atmosfera e ACP


