Carrinho de compras

0 Produtos

O carrinho está vazio. Visite a nossa loja e adicione alguns produtos.

Benecar Lés-a-Lés 2026: da Cidade do Automóvel para a estrada

Benecar Lés-a-Lés 2026: da Cidade do Automóvel para a estrada

Depois de, em 2025, termos recebido o Portugal de Lés-a-Lés na Cidade do Automóvel, este ano chegou a nossa vez de ir para a estrada.

No ano passado, o Lés-a-Lés passou pela Benecar. Este ano, foi a Benecar que foi ao Lés-a-Lés.

A ideia era simples, mas cheia de significado: inverter os papéis. Depois de termos transformado a Cidade do Automóvel num verdadeiro Oásis para milhares de motociclistas, quisemos viver a experiência por dentro, ao lado de todos aqueles que fazem desta aventura uma das maiores referências do mototurismo em Portugal e na Europa.

Em 2026, a Benecar voltou a ser patrocinadora do Portugal de Lés-a-Lés e decidiu ir mais longe. Juntámos uma equipa com cerca de 15 pessoas da empresa, uma carrinha de apoio, diferentes departamentos, diferentes tipos de mota e muita vontade de perceber, quilómetro a quilómetro, o que torna este evento tão especial.

Entre motas, roadbooks, Oásis, calor, curvas, gargalhadas, cansaço e muitas histórias, levámos connosco o espírito da Cidade do Automóvel e regressámos com a certeza de que o Lés-a-Lés não se explica apenas. Vive-se.


O que é o Portugal de Lés-a-Lés?

O Portugal de Lés-a-Lés é uma aventura mototurística que, desde 1999, atravessa o país de uma ponta à outra, levando centenas de motociclistas por estradas nacionais, municipais, aldeias, serras, vilas, cidades, miradouros, tradições e paisagens que muitas vezes ficam fora dos roteiros mais óbvios.

Não é uma corrida. Não é uma prova de velocidade. Não é sobre chegar primeiro.

É sobre chegar. Sobre cumprir o percurso. Sobre conhecer Portugal por dentro. Sobre conviver, ajudar, descobrir, parar, arrancar, voltar a parar e perceber que há viagens que valem tanto pelo caminho como pelo destino.

A edição de 2026, a 28.ª do Portugal de Lés-a-Lés, decorreu entre os dias 10 e 13 de junho, ligando Faro a Vizela, com passagens por Alcochete e São Pedro do Sul. Foram mais de 1.100 quilómetros de estrada, calor, curvas, paisagens, Oásis, convívio e muitas histórias para contar.

Para a Benecar, esta participação teve ainda um significado especial. Não fomos apenas enquanto patrocinadores. Fomos enquanto equipa. Fomos enquanto grupo. Fomos viver, por dentro, aquilo que no ano anterior tínhamos recebido em nossa casa.


Do “Lés-a-Lés na Benecar” à “Benecar no Lés-a-Lés”

A nossa ligação ao Lés-a-Lés ganhou uma expressão muito especial em 2025, quando a Benecar se tornou um dos pontos oficiais de paragem do 27.º Portugal de Lés-a-Lés.

Nesse ano, a Cidade do Automóvel recebeu milhares de motociclistas num Oásis que ficou marcado pela passagem pelo interior das nossas instalações, pelo convívio, pela animação, pelas experiências preparadas para os participantes e por uma ligação muito bonita entre o mundo automóvel e o universo das duas rodas.

Pode recordar esse momento no artigo “A aventura do Lés-a-Lés 2025 passa pela Benecar” e na galeria “FOTOS | Oásis Lés-a-Lés na Benecar 2025 (Benedita)”.

Este ano, a história continuou de outra forma.

Já não ficámos à espera da caravana. Entrámos nela.

E, ao longo dos dias, houve algo que se repetiu em praticamente todas as interações que tivemos: sempre que alguém percebia que éramos da equipa Benecar, falava-nos do Oásis de 2025. Muitos recordavam a passagem pela Benedita como um dos momentos que mais os tinha marcado no ano anterior.

Foi aí que percebemos que esta inversão de papéis fazia ainda mais sentido. Em 2025, recebemos. Em 2026, fomos recebidos.


A aventura começou antes do Lés-a-Lés

Oficialmente, o 28.º Portugal de Lés-a-Lés começou no dia 10 de junho, em Faro.

Mas, para a equipa Benecar, a aventura começou no dia anterior.

Na terça-feira, dia 9, o ponto de encontro foi no restaurante O Bigodes, perto da Benecar. Tomámos o pequeno-almoço, carregámos a carrinha de apoio com as malas, afinámos os últimos detalhes e preparámo-nos para seguir rumo ao Algarve.

O plano era arrancar às 8h00, com despertador marcado para as 7h00. Ainda assim, a ansiedade era tão real que houve quem acordasse às 4h00 da manhã com medo de se atrasar.

Seguimos da Benecar pela N114, atravessámos o Tejo pela Ponte D. Luís I, em Santarém, passámos por Coruche e seguimos até Montemor-o-Novo, antes de apanharmos a Nacional 2 em direção ao Algarve.

Pelo caminho, atravessámos alguns dos cenários mais bonitos do Alentejo. Passámos por zonas como a Barragem de Odivelas, onde fizemos uma pausa para almoço num local que merecia mais tempo, Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Castro Verde e, já mais perto do Algarve, a Fonte da Seiceira, onde fizemos uma breve paragem que soube muito bem.

Ao longo desta descida, já se começavam a ver muitos motards na estrada, todos com o mesmo destino provável: Faro e o arranque de mais uma edição daquele que é um dos grandes eventos mototurísticos da Europa.

Houve algumas peripécias pelo caminho, como seria de esperar num grupo grande, mas chegámos todos bem. E isso, naquele momento, era o mais importante.

Quando chegámos à casa de um dos membros da equipa Benecar, em Faro, o resto da tarde foi para aproveitar o calor algarvio. Houve mergulhos na piscina, conversas, gargalhadas e, já com as motas paradas, aquela bebida de cevada tão famosa em Portugal. Num grupo de 15 pessoas, há sempre histórias engraçadas para contar. E quando se juntam pessoas de departamentos diferentes, com percursos diferentes e personalidades diferentes, a conversa nunca falha.

Ali começava, de forma muito informal, aquilo que viria a ser um dos melhores team buildings que a Benecar já viveu.



Dia 0 - Faro e Ilha da Culatra

O dia 10 de junho marcou o arranque oficial da experiência.

Em Faro, o ambiente era de expectativa. Motos alinhadas, verificações técnicas, documentação, participantes a reencontrarem-se e aquela energia muito própria de quem sabe que está prestes a começar algo especial.

Este ano, o Passeio de Abertura teve um formato diferente e levou os participantes até à Ilha da Culatra. Por momentos, deixámos as motas de lado e trocámos a estrada pelo barco.

E foi, sem dúvida, um começo muito engraçado. A visita à ilha teve direito a um daqueles momentos que ficam na memória: o ponto de controlo para picar a tarjeta estava dentro de água, obrigando a malta a “pôr a pata na poça”. Literalmente.

Foi uma forma diferente de começar o Lés-a-Lés. Mais leve, mais descontraída, mas igualmente marcante. A Ilha da Culatra trouxe-nos um primeiro contacto com o espírito desta edição: descoberta, partilha e vontade de mostrar Portugal por ângulos que muitas vezes passam despercebidos.

Ainda havia poucos quilómetros feitos, mas já se sentia que a aventura tinha começado.



Dia 1 - Faro a Alcochete: 425 quilómetros de calor, estrada e primeiras certezas

No dia 11 de junho, a conversa mudou. Depois do passeio de abertura, chegava a primeira grande etapa: Faro a Alcochete, com cerca de 425 quilómetros pela frente.

Aqui, o Lés-a-Lés começou a sério.

Saímos de Faro com a energia no máximo, mas também com a noção de que o dia seria longo. A primeira etapa levou a caravana pela serra algarvia, Monchique, São Marcos da Serra, a Costa Vicentina, Almograve, Abela, Barrosinha e depois até Alcochete.

Foi uma etapa intensa, marcada pelo calor, pela extensão do percurso e pelos primeiros grandes momentos de estrada. Para muitos de nós, era a primeira experiência num evento desta dimensão. E rapidamente percebemos que o Lés-a-Lés não é apenas fazer quilómetros. É gerir cansaço, horários, paragens, abastecimentos, concentração e, acima de tudo, espírito de grupo.

Um dos momentos que mais nos marcou neste primeiro dia foi o Oásis de Abela. A forma como a população se envolveu com os motociclistas, a música, a receção e a bela açorda de alho criaram um daqueles momentos que explicam muito bem o que é o Lés-a-Lés: uma estrada que liga pessoas, terras e tradições.

Havia ali uma energia muito própria. Pessoas à porta, música, comida, boa disposição e aquele ambiente de aldeia que recebe quem vem de fora como se fosse da casa. É difícil explicar o espírito do Lés-a-Lés sem falar destes momentos.

Mais à frente, a passagem por Barrosinha voltou a mostrar essa dimensão comunitária do evento, com mais uma receção preparada para quem atravessava o país sobre duas rodas.

Ao final do dia, chegámos a Alcochete com o corpo já a sentir os quilómetros. Mas a etapa ainda não estava totalmente terminada para nós. Como tínhamos dormida em Canha, em casa de um familiar de um dos membros da equipa, ainda fizemos cerca de 30 quilómetros em noite cerrada.

Não era o final mais cómodo para um dia tão longo, mas também isso acabou por fazer parte da história.



A carrinha de apoio: quatro rodas que valeram ouro

Ao longo de toda a aventura, houve uma presença discreta, mas essencial: a nossa carrinha de apoio.

Além de nos poupar peso nas motas, transportando malas, material e equipamentos, a carrinha foi também uma peça fundamental na produção de conteúdos. Serviu de apoio para vídeo, fotografia, logística, pequenas necessidades e, muitas vezes, para nos tirar a sede quando o calor apertava (com água claro).

E o mais curioso é que, mesmo seguindo sobre quatro rodas, chegava praticamente a todo o lado ao mesmo tempo que nós.

Num evento feito de motas, foi a carrinha de apoio que manteve a estrutura do grupo sempre pronta. Não aparecia tanto nas fotografias como as motas, mas valeu ouro em praticamente todos os momentos.




Golas, autocolantes e muitas conversas pelo caminho

Ao longo do Lés-a-Lés, fomos também distribuindo golas e autocolantes da Benecar, pequenos brindes que acabaram por ser mais uma forma de criar conversa com quem se cruzava connosco.

E foi precisamente nessas interações que percebemos o impacto que o Oásis da Benecar tinha deixado em 2025.

Sempre que alguém identificava a nossa equipa, a conversa acabava quase sempre por ir parar à passagem pela Cidade do Automóvel no ano anterior. Muitos participantes ainda se lembravam desse momento e falavam dele como uma das paragens que mais os tinha marcado.

Para nós, isso deu ainda mais sentido à participação deste ano. Não estávamos ali apenas como patrocinadores. Estávamos a continuar uma história que já tinha começado.




Dia 2 - Alcochete a São Pedro do Sul: 413 quilómetros, calor e espírito de camaradagem

No dia 12, a segunda grande etapa ligou Alcochete a São Pedro do Sul. Foram cerca de 413 quilómetros, num dia novamente marcado pelo calor intenso, pelo cansaço acumulado e por uma rota cheia de paragens memoráveis.

Saímos de Alcochete rumo a Santo Estevão, Fazendas de Almeirim, Almourol, Tomar, Ansião, Santiago da Guarda, Buçaco e São Pedro do Sul.

A primeira etapa já tinha deixado marcas no corpo. Mas foi neste segundo dia que percebemos melhor a importância da camaradagem. O Lés-a-Lés não se faz sozinho. Faz-se com quem segue ao nosso lado, com quem espera numa paragem, com quem pergunta se está tudo bem, com quem partilha uma garrafa de água, uma sombra, uma piada ou uma ajuda quando algo corre menos bem.

Um dos Oásis que mais nos marcou foi o de Almourol. Não só pela paisagem e pelo ambiente, mas também por um pequeno incidente que podia ter sido mais sério: deixaram cair uma mota e, quase em efeito dominó, acabaram por derrubar a mota de um dos membros da nossa equipa, danificando algumas peças.

Felizmente, ninguém se magoou. E, no fim, é isso que interessa.

Também em Almourol ficou na memória o pão com chouriço quente, que estava absolutamente incrível. Daqueles detalhes simples que, num dia de muitos quilómetros e muito calor, ficam gravados.

Em Fazendas de Almeirim, o ambiente foi diferente, mas igualmente marcante. As brincadeiras ligadas à terra, com simulações de pegas de toiros, trouxeram humor e identidade local a mais uma paragem. Foi um exemplo perfeito de como cada Oásis tem uma personalidade própria e de como o Lés-a-Lés é também uma montra viva das regiões por onde passa.

Mais à frente, na Jomotos, em Santiago da Guarda, o porco no espeto ajudou a recuperar energias. Já no Buçaco, foi a beleza natural do local que nos obrigou a abrandar e a olhar à volta. Há sítios que não precisam de muito para impressionar. O Buçaco é um deles.

A chegada a São Pedro do Sul trouxe alívio, cansaço e aquela sensação de missão quase cumprida. Já não éramos exatamente os mesmos que tinham saído da Benecar dois dias antes. Estávamos mais cansados, sim, mas também mais unidos.





Dia 3 - São Pedro do Sul a Vizela: 320 quilómetros com sabor especial

No dia 13, chegava a última etapa: São Pedro do Sul a Vizela.

Em teoria, era a etapa mais curta, com cerca de 320 quilómetros. Mas quem anda de mota sabe que nem todos os quilómetros são iguais. E no Norte, entre serras, curvas, contracurvas e estradas exigentes, cada quilómetro tem outro peso.

O dia começou abafado e, pela primeira vez, apanhámos algumas ligeiras gotas de água. Nada que estragasse a viagem, mas o suficiente para lembrar que o Lés-a-Lés também se faz de imprevisibilidade.

A rota levou-nos por zonas como Castro Daire, Montemuro, São João da Pesqueira, Barragem da Valeira, Alijó, Vila Pouca de Aguiar, Cabeceiras de Basto e, finalmente, Vizela.

As curvas e contracurvas junto ao Tua tiveram um sabor diferente, porque aquela é a terra que viu nascer e crescer um dos membros do nosso grupo. De repente, o percurso deixava de ser apenas uma linha no roadbook e passava a ter uma ligação pessoal.

O mesmo aconteceu em Campo de Jales, em Vila Pouca de Aguiar. Para mim, essa paragem teve outro significado, por estar ligada à minha família paterna. E é curioso como o Lés-a-Lés faz isto: transforma uma etapa oficial numa viagem íntima por memórias, origens e ligações que nem sempre se explicam.

Entre os momentos altos deste último dia, houve vários que ficaram bem guardados.

São João da Pesqueira marcou-nos pela vista fantástica. O miradouro do Lugar da Fraga do Ujo, em Alijó, foi simplesmente de cortar a respiração. São daqueles locais que justificam, por si só, repetir troços do percurso mais tarde, com mais tempo e menos pressa.

Em Cabeceiras de Basto, a paragem junto ao Mosteiro de São Miguel de Refojos de Basto trouxe outra imponência ao dia. Depois de tantos quilómetros de estrada, encontrar um cenário destes reforça aquilo que o Lés-a-Lés faz tão bem: mostrar-nos Portugal com detalhe, com surpresa e com uma riqueza que muitas vezes nos passa ao lado.

A chegada a Vizela foi muito boa. Havia animação, receção, ambiente de festa e aquela sensação coletiva de que tínhamos conseguido. Entre os sabores locais, ficou também na memória o Pão-de-Ló Coberto de Vizela, conhecido na terra como Bolinhol, com aquela leve camada de açúcar crocante por cima. Um detalhe doce para fechar uma aventura exigente.




A última peripécia ficou para a carrinha

A carrinha de apoio portou-se de forma exemplar durante toda a aventura. Sempre presente, sempre útil e sempre pronta a chegar onde era preciso.

Curiosamente, só nos pregou um susto na última deslocação para o hotel. Depois de um ressalto, desligou-se. Felizmente, tínhamos elementos da equipa com conhecimentos de mecânica e o assunto ficou resolvido rapidamente: tinha sido apenas o sensor de inércia a disparar.

Foi quase simbólico. Até a carrinha quis deixar a sua marca na história.



Um percurso que surpreendeu

Confesso que, quando fui à apresentação do percurso na Figueira da Foz, achei que esta edição podia deixar algo a desejar.

Enganei-me.

O percurso surpreendeu-nos bastante. Houve troços que vou querer repetir, sem dúvida. Estradas, serras, aldeias, miradouros, curvas, Oásis e lugares que talvez nunca tivéssemos conhecido da mesma forma se não fosse o Lés-a-Lés.

E talvez seja essa uma das grandes forças deste evento: não nos leva apenas de um ponto ao outro. Obriga-nos a passar por dentro. Por dentro das terras, por dentro das estradas secundárias, por dentro das comunidades e, de certa forma, por dentro do próprio país.

Obrigado ao Lés-a-Lés por nos dar a conhecer cantinhos de Portugal verdadeiramente brutais.



Um team building sobre duas rodas

Para a Benecar, esta participação foi muito mais do que uma presença institucional.

Foi um verdadeiro team building sobre duas rodas.

Tivemos pessoas de diferentes departamentos: marketing, informática, mecânica, rent-a-car, direção e outras áreas da empresa. Pessoas diferentes, com ritmos diferentes, personalidades diferentes e experiências diferentes. Mas, no final, o grupo encaixou numa simbiose brutal.

Havia também motas para todos os gostos: Honda CB500X, Ducati Multistrada, Honda Africa Twin, Yamaha Super Ténéré 1200, Husqvarna 900, Suzuki GSX-F 600, BMW F 800 GS, Yamaha Tracer 700, CFMOTO 450 e 700, Honda NT1100, entre outras.

Mas rapidamente percebemos que, no Lés-a-Lés, o que interessa não é a mota que temos. É o espírito que trazemos.

E o espírito esteve sempre lá.

Foi um grupo unido do início ao fim. Sempre que havia paragens, chegávamos praticamente todos ao mesmo tempo, algo que não é nada fácil para quem sabe o desafio que é manter um grupo deste tamanho coeso na estrada.

No último dia, perdemos três elementos da equipa, que tiveram de regressar mais cedo por responsabilidades familiares e profissionais no domingo. Mesmo assim, a ligação manteve-se. Porque uma aventura destas não se mede apenas por quem está na fotografia final, mas por todos os que fizeram parte do caminho.



O regresso à Benedita

No domingo, dia 14, já cansados e com vontade de chegar a casa, fizemos autoestrada desde Guimarães, onde dormimos, até à Benedita.

Depois de dias intensos, deitámo-nos quase sempre por volta das 2h00 da manhã e os despertadores tocaram muitas vezes perto das 6h00, para arrancarmos às 7h00. O corpo já pedia descanso, mas a cabeça ainda vinha cheia de estrada.

Claro que, numa aventura destas, as motas beberam muita gasolina. Mas os donos também não ficaram propriamente atrás no consumo da tradicional bebida de cevada. Se tivesse de apostar, diria que, no fim das contas, andámos todos muito equilibrados.

A aventura culminou com um almoço no Mercado de Santana, num dos restaurantes de um dos membros do grupo. Foi o fecho perfeito: à mesa, como tantas boas histórias acabam, entre conversas, memórias recentes e aquela sensação de que tínhamos vivido algo que vai ficar connosco durante muito tempo.

O resto é história. Ou melhor: o resto foi tentar recuperar as horas de sono.



Mais do que quilómetros

A 28.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés ligou Faro a Vizela e levou-nos por algumas das paisagens mais bonitas do país. Mas, para nós, esta aventura foi muito mais do que quilómetros percorridos.

Foi a confirmação de que a estrada aproxima pessoas.

Foi perceber que, apesar de a Benecar ser uma marca ligada ao mundo automóvel, há uma ligação natural a tudo aquilo que envolve mobilidade, viagem, descoberta, camaradagem e paixão por máquinas que nos levam mais longe.

Foi sentir, em cada interação com outros participantes, que o Oásis da Benecar em 2025 não ficou esquecido.

Foi viver por dentro aquilo que, no ano passado, vimos passar por nossa casa.

Em 2025, o Lés-a-Lés foi à Benecar.

Em 2026, a Benecar foi ao Lés-a-Lés.

Entre quilómetros, paragens, conversas, gargalhadas, Oásis, calor, curvas e muito pouco sono, ficou uma daquelas experiências que dificilmente se esquecem.

Que venha a próxima grande aventura. Esta será, certamente, para recordar.

Um agradecimento especial a todos os que fizeram parte desta aventura: Hugo Filipe, Ricardo Couto, Leonardo Fialho, Rui Lourenço, Sérgio Silva, Francisco Silva, Rúben Morais, Paulo Valente, Diogo Cruz, Tiago Fernandes, Luís Belo, Carlos Dias, Nuno Silva, Davide Silva e Luís Santos.

Cada um, à sua maneira, ajudou a tornar esta experiência ainda mais especial. Houve quem fosse de mota, quem seguisse na carrinha de apoio, quem filmasse, quem fotografasse, quem desenrascasse, quem puxasse pelo grupo e quem garantisse que a boa disposição nunca faltava.

Diferentes motas, diferentes departamentos, diferentes feitios, mas um grupo unido do início ao fim. Foi brutal.




Logo Benecar Single

Prémio 5 Estrelas Prémio Empresa recomendada