Hamilton encontra Ferrari F40 parado há 30 anos numa garagem
Criado por Daniela Ezequiel em segunda, 7 setembro 2026
Lewis Hamilton concretizou um daqueles sonhos que o acompanhavam desde a infância. O piloto britânico encontrou um Ferrari F40 parado há mais de 30 anos numa garagem e decidiu recuperar aquele que sempre considerou ser o seu carro de sonho.
O heptacampeão mundial de Fórmula 1 já tinha deixado clara a sua admiração pelo Ferrari F40. Em 2025, no primeiro dia oficial como piloto da Ferrari, fez questão de posar junto a um exemplar em Maranello. Na altura, o automóvel não lhe pertencia. Pouco mais de um ano depois, a história ganhou um capítulo bem mais especial.
Hamilton encontrou um F40 coberto de pó e praticamente intocado durante mais de três décadas. Perante um automóvel tão raro e com uma história tão invulgar, a decisão acabou por ser inevitável: tinha de ficar com ele.
Um Ferrari F40 praticamente parado desde novo
A história deste exemplar é, por si só, surpreendente. Segundo Lewis Hamilton, o primeiro proprietário comprou o Ferrari F40 novo e conduziu-o apenas desde a fábrica da marca, em Maranello, até casa.
A viagem terá tido cerca de 69 quilómetros. Depois disso, o automóvel foi guardado numa garagem e permaneceu praticamente intocado durante mais de 30 anos. Hamilton revelou mesmo que a porta do passageiro nunca tinha sido aberta.
Perante um F40 conservado desta forma, havia duas possibilidades: mantê-lo como uma verdadeira cápsula do tempo ou devolvê-lo à estrada. Hamilton optou pela segunda.
O automóvel seguiu para Maranello, onde engenheiros e mecânicos da Ferrari iniciaram um processo de recuperação que durou várias semanas. O F40 foi desmontado para permitir uma inspeção minuciosa e, apesar das décadas de inatividade, o estado de conservação surpreendeu a equipa.
Foram necessárias poucas peças novas para colocar novamente o supercarro em condições de circular.
E foi precisamente durante esse processo que apareceu um detalhe difícil de imaginar.
Ao retirarem o motor, os técnicos descobriram o número 44 estampado no bloco. É exatamente o mesmo número que Lewis Hamilton utiliza na Fórmula 1 ao longo da sua carreira. Uma coincidência que tornou este Ferrari F40 ainda mais especial para o piloto britânico.
Do abandono à chegada a Monza
Depois do restauro, Hamilton escolheu um cenário à altura para mostrar o seu F40 em público. O piloto chegou ao Grande Prémio de Itália, em Monza, ao volante do Ferrari.
A escolha teve também um significado especial. Hamilton pretendia recuperar um pouco da imagem de outras épocas da Fórmula 1, quando era habitual ver os pilotos chegarem aos circuitos ao volante dos seus próprios carros desportivos.
Foi também uma forma de homenagear a história da Ferrari precisamente na corrida disputada em casa da marca italiana.
A relação de Hamilton com o F40 já vinha, contudo, de muito antes. O piloto recorda que sonhava com este modelo desde criança e, em 2025, depois de afirmar ter vendido a sua coleção de automóveis, deixou uma exceção bem clara: se voltasse a comprar um carro, seria precisamente um Ferrari F40.
Ferrari F40 continua a ser um dos grandes ícones de Maranello
Apresentado em julho de 1987 para celebrar o 40.º aniversário da Ferrari, o F40 ocupa um lugar muito particular na história da marca. Foi o último automóvel de estrada desenvolvido sob a supervisão direta de Enzo Ferrari, que morreu em 1988.
O exemplar adquirido por Lewis Hamilton foi produzido em 1989 e pertence a uma série de apenas 1.311 unidades.
Debaixo da carroçaria está um motor V8 biturbo de 2,9 litros, colocado em posição central traseira, capaz de desenvolver 478 cv. A potência é enviada às rodas através de uma caixa manual de cinco velocidades.
O resultado continua impressionante, mesmo quase quatro décadas depois. O Ferrari F40 acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,1 segundos e atinge uma velocidade máxima declarada de 324 km/h. Tudo isto num automóvel sem controlo de tração e sem muitas das ajudas eletrónicas hoje consideradas normais num superdesportivo.
Com apenas cerca de 1.110 kg, uma utilização significativa de materiais compósitos e um design assinado pela Pininfarina, o F40 nasceu com uma filosofia muito clara: reduzir o peso, privilegiar a performance e oferecer uma experiência de condução tão pura quanto possível.
No caso de Lewis Hamilton, porém, os números contam apenas parte da história. Encontrar um Ferrari F40 praticamente esquecido durante três décadas já seria especial. Descobrir durante o restauro que o motor traz precisamente o número 44 transformou este exemplar numa peça com um significado ainda mais pessoal.
Sources: 24 Horas, A Bola, Notícias ao Minuto


