Tudo o que precisa de saber sobre o Dakar 2026

Tudo o que precisa de saber sobre o Dakar 2026

O Dakar 2026 está prestes a arrancar e volta a concentrar atenções como o maior e mais exigente rali de todo-o-terreno do mundo. Entre 3 e 17 de janeiro, a Arábia Saudita recebe pela sétima vez consecutiva uma prova que continua a elevar a fasquia em termos de resistência, navegação, estratégia e fiabilidade mecânica. Ao longo de duas semanas intensas, pilotos e máquinas serão levados ao limite num cenário onde não há margem para erro.



Com partida e chegada em Yanbu, junto ao Mar Vermelho, o Dakar 2026 contará com um prólogo e 13 etapas competitivas, num total de cerca de 8.000 quilómetros, dos quais 4.901 km são cronometrados. O traçado foi desenhado para privilegiar a autonomia, a leitura do terreno e a gestão do risco, com especiais longas, assistência reduzida e um foco claro na navegação, tanto para motos como para automóveis. Ao contrário de edições anteriores, não haverá passagem pelo Empty Quarter nem a etapa maratona de 48 horas, mas o grau de exigência mantém-se elevado do primeiro ao último dia.


Um pelotão impressionante em números e diversidade

A edição de 2026 reúne mais de 800 participantes, de 69 nacionalidades, distribuídos por 431 veículos, confirmando o estatuto do Dakar como um evento único no panorama do desporto motorizado. Estarão em prova 118 motos, 73 carros da categoria Ultimate (T1), 38 protótipos Challenger (T3), 43 SSV (T4), 8 viaturas Stock (T2), 46 camiões, além de 97 veículos históricos no Dakar Classic e projetos de propulsão alternativa integrados na Mission 1000.

A classe T1 Ultimate volta a ser o centro das atenções, concentrando os protótipos mais avançados e a luta pela vitória absoluta. Yazeed Al-Rajhi regressa para defender o título ao volante de um Toyota, enquanto o Ford Raptor T1+ V8 surge como uma das grandes novidades, liderado por Carlos Sainz. A equipa Dacia Sandriders apresenta uma formação de luxo, com Nasser Al-Attiyah, cinco vezes vencedor do Dakar, Sébastien Loeb, ainda à procura da sua primeira vitória absoluta, e o campeão do mundo W2RC Lucas de Moraes.


Forte presença portuguesa em várias frentes

Portugal volta a marcar presença de forma significativa no Dakar 2026, com 26 participantes distribuídos por várias categorias. Nos automóveis, João Ferreira, ao volante de um Toyota, lidera as ambições nacionais, com o objetivo de melhorar o desempenho das edições anteriores e lutar pelos lugares cimeiros. Ainda nos carros, destaque para Maria Gameiro, navegada por Rosa Romero, com ambições de um lugar sólido no Top 20.

Nos SSV (T4), a armada portuguesa apresenta-se particularmente forte. Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira, atuais campeões do mundo, surgem como sérios candidatos à vitória, tal como Gonçalo Guerreiro e Maykel Justo, agora pilotos de fábrica da Polaris. A lista nacional inclui ainda nomes experientes como Hélder Rodrigues, além de várias duplas que procuram afirmar-se numa das categorias mais competitivas e espetaculares do rali.

Nas motos, Portugal estará representado por quatro pilotos, num pelotão onde o australiano Daniel “Chucky” Sanders, da Red Bull KTM, surge como grande favorito à vitória, depois de dominar a época anterior e de se afirmar como uma referência no rally-raid mundial.


Clássicos, inovação e o futuro do Dakar

O Dakar Classic regressa para celebrar o passado da prova, com viaturas históricas das décadas de 1980 e 1990, disputando uma competição de regularidade que valoriza a consistência e a precisão. Em paralelo, a Mission 1000 continua a afirmar-se como um verdadeiro laboratório tecnológico, colocando em prova motos elétricas e um camião com motorização alternativa, testando soluções de mobilidade em condições extremas.

Mais do que uma simples corrida, o Dakar 2026 volta a ser um desafio total, onde vence quem melhor conjuga velocidade, cabeça fria, resistência física e inteligência estratégica. Durante duas semanas, o deserto saudita será palco de histórias de superação, confrontos de gigantes e ambições nacionais, num evento que continua a definir os limites do desporto motorizado.




Fontes:
Red Bull, SAPO Desporto, Autosport, ACP e Motosport

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