Japoneses limitados a 180 km/h e 280 cv por acordo informal?
Criado por Tiago Fernandes em quinta, 27 fevereiro 2025
Durante várias décadas, os automóveis desportivos japoneses foram reconhecidos pelo seu desempenho, mas também por duas limitações peculiares: a velocidade máxima de 180 km/h e a potência declarada de 280 cv. Estas restrições resultaram de um "Acordo de Cavalheiros" entre os fabricantes de automóveis japoneses, implementado como uma tentativa de reduzir os acidentes de viação e evitar regulamentações governamentais mais rigorosas.
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Origem do Acordo de Cavalheiros
Nos anos 80 e 90, o Japão viveu um crescimento exponencial na produção de automóveis de alta performance. Modelos como o Nissan Skyline GT-R, Mazda RX-7, Toyota Supra e Mitsubishi Lancer Evolution atingiram níveis elevados de potência, o que gerou preocupações sobre a segurança rodoviária e levou os fabricantes a tomar medidas preventivas.
Para evitar imposições legais mais severas, as marcas japonesas acordaram voluntariamente limitar a potência dos seus veículos a 280 cv e a velocidade máxima a 180 km/h, estabelecendo um padrão não oficial.
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Como funcionava o limite de 180 km/h e 280 cv?
Os automóveis passaram a incluir limitadores eletrónicos que impediam ultrapassar os 180 km/h. No entanto, essa limitação podia ser removida através de modificações na ECU (Unidade de Controlo do Motor).
A potência anunciada de 280 cv também não refletia a realidade. Muitos modelos superavam esse valor sem alterações mecânicas, como demonstrado em testes independentes.
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Exemplos de carros que ultrapassavam os 280 cv
Toyota Supra MK4 (2JZ-GTE) – Oficialmente 280 cv, mas as versões europeia e americana atingiam 320 cv.
Nissan Skyline GT-R R34 (RB26DETT) – Anunciado com 280 cv, mas na prática produzia mais de 320 cv.
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O acordo ainda se aplica hoje?
Com a globalização da indústria automóvel, as marcas japonesas começaram a abandonar os limites de potência e velocidade. O primeiro modelo a quebrar a regra foi o Honda Legend de 2004, anunciado com 300 cv.
Modelos como o Nissan GT-R R35 (485 cv) e o Lexus LFA (560 cv) marcaram o fim definitivo do acordo, permitindo que os superdesportivos japoneses competissem a nível global sem restrições voluntárias.
Foto: Muhammad Mu'tasim


